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Funcionários públicos estaduais, suspeitos de terem praticado crimes de sonegação fiscal e corrupção são alvos da terceira fase da “Operação Aluminum”, deflagrada na manhã desta sexta-feira (18). A Justiça Estadual expediu mandado de prisão temporária contra um auditor fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz), além de mandados de busca e apreensão em Fortaleza e no Crato. As investigações apuram a participação dos agentes públicos no esquema liderado por uma empresa de alumínio, que tem sede na cidade de Jaguaribe, no Ceará.

Na primeira fase da operação, em abril de 2019, nove pessoas foram presas e 31 mandados de busca e apreensão cumpridos na capital e nos municípios de Juazeiro do Norte, Eusébio e Jaguaribe. A investigação também se estendeu para Sergipe e São Paulo, onde outras três pessoas foram presas.

Já na segunda fase, cinco pessoas foram presas e oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Limoeiro do Norte, Russas, Tabuleiro do Norte, Crato e Fortaleza. Na ocasião, a operação também aconteceu na cidade de Teresina, no Piauí, e em Timon, no Maranhão.

Operação

De acordo com o MP, as empresas alvo da operação Aluminium, movimentaram R$ 5 bilhões de 2014 a 2018. O órgão estima que a empresa de alumínio apontada como líder do esquema tenha sonegado sozinha cerca de R$ 220 milhões em quatro anos.

Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), a investigação do MPCE começou em 2018 após recebimento de informação fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado, noticiando evidência de um gigantesco esquema criminoso voltado, em especial, para crimes contra a ordem tributária.