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Quase 1 milhão fica sem auxílio e Bolsa Família por erro do Governo.

Os beneficiários tiveram o auxílio cancelado ou suspenso após uma revisão nos cadastros.

Cerca de 1 milhão de pessoas ficaram sem receber o auxílio emergencial e Bolsa Família em agosto devido a uma falha do governo federal. Os beneficiários tiveram o auxílio cancelado ou suspenso após uma revisão nos cadastros.

O governo afirmou que os prejudicados receberão os recursos atrasados junto com o pagamento de setembro.

Segundo o Ministério da Cidadania, a Controladoria-Geral da União recomendou a suspensão de 613 mil auxílios emergenciais para pessoas inscritas no Bolsa Família, além do cancelamento de 310 mil cadastros. Portanto, com a suspensão, o governo deixou de usar cerca de R$ 550 milhões do orçamento destinado ao pagamento do auxílio emergencial.

“A medida é resultado de um trabalho sistemático realizado pelo governo federal”, informou o Ministério da Cidadania sobre a revisão dos cadastros.

Ainda, explicou que o objetivo é “garantir a melhor aplicação dos recursos públicos e alcançar os cidadãos que se enquadram nos critérios de elegibilidade”.

O beneficiário que está no Bolsa Família e tem direito ao auxílio emergencial não acumula os dois recursos, porém, recebe o mais vantajoso. O valor médio do Bolsa Família é de R$ 190, enquanto o auxílio emergencial em agosto era de R$ 600, ou R$ 1.200 para mulheres chefes de família.

Revisão do Bolsa Família está suspensa

O governo pode revisar o pagamento do auxílio emergencial e até exigir a devolução a quem recebeu o recurso indevidamente. Já o Bolsa Família não pode ser suspenso desde o dia 20 de março

Devido a pandemia, o Ministério da Cidadania suspendeu as revisões dos cadastros do Bolsa Família durante 120 dias. No entanto, o prazo foi ampliado por mais 180 dias em 20 de julho.

Portanto, a pessoa que já era beneficiada pelo o Bolsa Família em março pode ser excluída do auxílio emergencial, mas não pode ficar sem o dinheiro do programa permanente

Auxílios seguem em análise
De acordo com o Ministério da Cidadania, os beneficiários que tiveram o auxílio emergencial cancelados terão o cadastro reanalisado. “Se confirmado que eles atendem aos critérios de recebimento do auxílio emergencial, o pagamento será liberado após a conclusão desse processo”, informou.

Auxílio prorrogado até dezembro
O presidente Jair Bolsonaro anunciou a prorrogação do auxílio emergencial por quatro meses no valor de R$ 300. A extensão do auxílio já foi oficializada por meio de medida provisória e agora terá que ser aprovada por deputados e senadores no Congresso Nacional.

“Não é um valor o suficiente muitas vezes para todas as necessidades, mas basicamente atende. O valor definido agora há pouco é um pouco superior a 50% do valor do Bolsa Família. Então, decidimos aqui, até atendendo a economia em cima da responsabilidade fiscal, fixá-lo em R$ 300”, disse Bolsonaro.

Neste ano, o Executivo depositou cinco parcelas de R$ 600 para os beneficiários do auxílio, visando ajudar os brasileiros de baixa renda, trabalhadores informais, MEIs, autônomos e desempregados.

O presidente Jair Bolsonaro já havia informado sobre a redução do valor do benefício e argumenta que, se o valo pode parecer pouco para os brasileiros afetados pela pandemia, “é muito para quem paga, no caso, o Brasil”.

De acordo com cálculos feitos pela equipe econômica, o custo mensal do benefício foi de R$ 50 bilhões por mês durante a primeira fase do programa.

Fonte: Notícias Concurseiros.

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MPCE denuncia quadrilha por morte de motorista de aplicativo, em Itaitinga/CE-RMF em Agosto deste ano (2020).

A 94ª Promotoria de Justiça de Fortaleza denunciou oito suspeitos de terem assassinado o motorista de aplicativo Alexandre Fernandes, de 32 anos, em agosto deste ano. O homem estava desaparecido havia dois dias quando o seu corpo foi encontrado às margens da BR-116, entre as cidades de Itaitinga e Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Foram denunciados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE): Lucas Monteiro de Freitas, o ‘Playboy’; Luan Vitor Araújo Silva; Helry Monteiro Araújo; Bruno Alisson Sousa, o ‘Bruno Poloca’; Vinicius Mahon Paiva; Gilberto Rodrigues Constantino; Alencarlos Lima Pinto, o ‘Gago’; e Paulo Gomes dos Santos Caetano, o ‘Osório’.

De acordo com a denúncia, Luan Vitor “foi quem atraiu a vítima para o assalto, através de um chamado efetuado a partir de um perfil falso cadastrado no aplicativo de mobilidade urbana InDriver”. No local do crime, ‘Osório’ teria abordado Alexandre e anunciado o assalto, mandando a vítima ficar “calma”.

‘Osório’ teria mandado Alexandre parar o carro e estacionar para que Luan Vitor entrasse no veículo. Alexandre teria se assustado com a chegada do comparsa e não quis seguir adiante, tentou tirar o cinto e segurar a arma de ‘Osório’. Em seguida, os dois dispararam projéteis de armas de fogo no motorista. Os demais acusados participaram ou da ocultação do corpo, ou do mando do roubo ou da ocultação de provas que pudessem levar as investigações para o grupo criminoso.

Desta forma, o MPCE pediu que a Justiça aceite a denúncia contra os integrantes da quadrilha de acordo com a participação no delito. Caso o juízo aceite a peça acusatória, os oito se tornam réus.

Lucas Monteiro de Freitas, o ‘Playboy’: participou do crime, estando no carro de apoio;
Luan Vitor Araújo Silva: autor do crime de roubo e disparo contra a cabeça da vítima, e pela ocultação de seu cadáver;
Helry Monteiro Araújo: escondeu Luan Vitor em sua casa, sendo o veículo de apoio usado no crime, de sua propriedade;
Bruno Alisson Sousa, o ‘Bruno Poloca’: mandante do crime de roubo e da ocultação do cadáver da vítima, além de líder da organização criminosa;
Vinicius Mahon Paiva: em relação ao som automotivo da vítima;
Gilberto Rodrigues Constantino: encarregado de guardar o aparelho de rastreamento do carro da vítima e a arma usada no crime de latrocínio, sendo integrante do grupo criminoso;
Alencarlos Lima Pinto, o ‘Gago’: ficava com o produto final dos roubos praticados pela organização criminosa, responsável pelo “desmonte” dos veículos;
Paulo Gomes dos Santos Caetano, o ‘Osório’: autor do crime de roubo e do primeiro disparo contra a vítima, e pela ocultação de seu cadáver.

Fonte: MPCE.

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Animais domésticos serão proibidos em áreas internas do Parque do Cocó, em Fortaleza, ainda em 2020

A entrada de animais domésticos na área interna do Parque Estadual do Cocó, em Fortaleza, será proibida ainda em 2020, conforme a Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema). Segundo a pasta, a medida busca proteger espécies nativas com base em um decreto publicado em 2008 para as unidades de conservação (UC) do Brasil.

A aplicação de multa em caso de descumprimento começa a valer após a publicação do Plano de Manejo, que deve acontecer ainda neste ano, ainda sem data definida.

Animais domésticos, como gatos, cachorros, porcos, cavalos e jumentos, estão entre os animais com circulação proibida nas áreas internas.

Segundo secretário do Meio Ambiente Artur Bruno, a medida é necessária para preservar o coração do Parque. “Esses animais domésticos podem prejudicar a fauna e flora. Os gatos, por exemplo, podem querer comer as aves. Os cachorros podem perseguir algumas espécies no local”, exemplifica.

O efetivo do Batalhão Policial do Meio Ambiente (BPMA) deve realizar as ações de fiscalização, penalização e recolhimento de animais abandonados, mas ainda não há valor definido para multa.

Apesar de o Decreto estar em vigor há 12 anos, a mudança no regulamento tem motivação burocrática. Como o Parque do Cocó foi oficializado como unidade de conservação apenas em 2017, o documento de 2008 não compreendia o funcionamento do Parque.

“Na época do decreto, não havia ainda o Parque, não havia o instrumento legal de criação e regulamentação”, explica o titular da Sema.

O secretário garante que áreas externas do Parque não serão afetadas pela decisão. “Os calçadões continuam permitindo a circulação de animais, desde que em coleiras e com identificação”, diz.

“A Lei Nacional de Conservação nos dá o prazo de cinco anos para a oficialização do Plano de Manejo, documento que determina a regulamentação das unidades. Estamos construindo esse plano agora e ele deve ser publicado até o final do ano”, esclarece Bruno.

A Lei 9.985, de julho de 2000, instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), com diretrizes para condução de reservas brasileiras.

Reclamações

Acostumado a andar nas trilhas do Cocó na companhia do animal de estimação, o professor universitário Ismar Capistrano, tutor do border collie “Bart”, aponta uma inconsistência na proibição.

“Nós, tutores, encontramos diversos estímulos pelo caminho. São recomendações para retirar o cocô, sinalizações que indicam o local em que o animal deve ficar. Além disso existe uma discordância do ponto de início da trilha, a partir de que local os cachorros não poderão ser permitidos”, aponta.

No caso de Ismar, a relação entre a trilha e o cão é direta. “Eu queria alguém para interagir durante a caminhada. Busquei adotar, inclusive, uma raça que aguentasse essa quantidade de exercício”, conta.

Com a publicação do plano, informa o professor, a saída será mudar a rotina para se adaptar às recomendações. “Optar por andar mais na calçada. Mas aqui em Fortaleza, são poucos os locais disponíveis para passeios longos com cachorros. Agora será um a menos”, aponta Ismar.

Prejuízos locais

O biólogo Bruno Guilhon, que há anos estuda a biodiversidade da área, acredita que a ação é acertada principalmente no sentido de proteger a fauna silvestre da região.

“Os animais domésticos trazem um impacto muito grande na biodiversidade do Parque do Cocó, no sentido de que eles são potenciais transmissores de doenças. Por exemplo, cachorros tem cinomose, que leva ao falecimento do animal se não for tratada. Gatos podem ter a toxoplasmose e outras doenças, como gripe felina, que é bem comum, mas para animais silvestres são fatais, porque são doenças que esses animais não têm contato naturalmente”, explica.

De acordo com o especialista, a proximidade dos animais domésticos com a área interna do Parque e a facilidade de transmissão de doenças gera um alto índice de óbitos de animais silvestres e diminuição visível na fauna do ambiente.

“Em unidades de preservações pequenas em meio à urbanização, como o Parque do Cocó, esses vários estresses ambientais vão se somando com outros e a fauna nativa vai cada vez mais sendo impactada”, relata.

Fiscalização e abandono

As fiscalizações e punições só serão aplicadas quando o Plano de Manejo for oficializado. Não há data definida para a publicação. No entanto, a Sema já investe em ações educativas e preventivas contra a entrada irregular de bichos — principalmente quando a violação se refere, também, ao abandono de animais.

“Estamos elaborando uma campanha educativa para explicar para a população essas medidas. Sobre o abandono de animais, nós já começamos a intensificar nossos cuidados para coibir essas entradas também. Os portões são fechados às 10h da noite. Também vamos colocar câmeras de monitoramento nos pontos mais críticos do Parque”, esclarece o secretário.

Bruno Guilhon confirma que durante os anos em que atua estudando a fauna do Parque do Cocó, o número de abandono de animais é alto e os casos são recorrentes.

“É um problema não só de conservação, mas também de saúde pública e de bem-estar animal. As pessoas infelizmente têm essa cultura, de quando ver uma área verde, como o Parque do Cocó, acabam pensando que aquele local é um bom para abandonar seus animais, e por ser um polo de abandono conhecido, mais pessoas se sentem encorajadas a fazerem isso”, lamenta o biólogo.

Fonte: G1.com

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Pente-fino nas novas parcelas do auxílio de R$ 300 exclui muitos beneficiários

Com a prorrogação de mais quatro parcelas, que serão pagas até dezembro, o “pente-fino” deve ser intensificado e pode excluir milhares de beneficiários do auxílio.

Com o objetivo de evitar fraudes no pagamento do auxílio emergencial de R$ 300, como as que aconteceram no primeiro semestre do ano, o governo federal editou novos critérios para receber o benefício. De acordo com o Ministério da Cidadania, com a prorrogação de mais quatro parcelas, que serão pagas até dezembro, o “pente-fino” deve ser intensificado e pode excluir milhares de beneficiários.

A Medida Provisória (MP) publicada no Diário Oficial da União e que estabeleceu a prorrogação do auxílio determina que sejam feitas revisões na concessão do benefício para atender aqueles que se enquadram nos critérios de elegibilidade.

Quem não recebe

Quem obteve vínculo empregatício após o início do recebimento do auxílio;

Quem passou a receber benefício previdenciário ou assistencial do seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda;

Quem foi colocado na declaração do Imposto de Renda de 2019 como dependente em condição de cônjuge companheiro em que o contribuinte tem filho ou enteado com menos de 24 anos matriculado no ensino superior ou ensino técnico de nível médio;

Quem recebeu em 2019 rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados na fonte de mais de R$ 40 mil.

Quem tinha posse ou propriedade de bens ou direitos que vale mais de R$ 300 mil em 31 de dezembro de 2019;

Quem mora no exterior e detentos em regime fechado também não podem receber auxílio de R$ 300.

Requisitos mantidos

O governo também manteve condições para o pagamento do auxílio emergencial, entre elas estão a e idade mínima de 18 anos, com exceção de mães adolescentes. E o requisito de renda também continua, dessa forma tem direito ao auxílio quem tem renda per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar total de até três salários mínimos.

Na primeira lei do auxílio, ficavam excluídos os brasileiros que receberam rendas tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018. O valor continua como critérios para as novas parcelas de R$ 300, porém, agora, é considerado o que foi declarado sobre as rendas tributáveis de 2019.

Fonte: JORNAL CAUCAIA

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O Ceará teve 766 pacientes recuperados da Covid-19.

Nas últimas 24h, além de 61 novos casos. Os números são da mais recente atualização do IntegraSUS, plataforma do Governo do Estado, com dados até as 17h27 desta segunda-feira (7).

Com isso, já chegam a 222.473 casos confirmados desde a chegada da pandemia ao Ceará, com 197.105 pacientes recuperados.

Já houve 8.567 óbitos em decorrência da doença no estado. Desses, um foi acrescentado na atualização desta segunda-feira.

No momento, 86.395 pessoas aguardam o resultado de exames. No total, já foram realizados 663.237 testes de coronavírus, segundo o IntegraSUS.

Números da última atualização:

Casos confirmados: 61
Casos recuperados: 766
Óbitos: 1

Números até as 17h27 desta segunda (7):
Casos confirmados: 222.473
Casos recuperados: 197.105
Óbitos: 8.567

Números até as 17h16 deste domingo (6):
Casos confirmados: 222.412
Casos recuperados: 196.339
Óbitos: 8.566

Fonte: IntegraSUS

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Vapt Vupt e Casas do Cidadão ampliarão atendimentos. Novos horários começam a valer na terça-feira (8)

As unidades Vapt Vupt e Casas do Cidadão iniciam, na próxima terça (8), a segunda fase da retomada responsável dos atendimentos presenciais. Os equipamentos aumentarão a capacidade de atendimento e, consequentemente, a oferta de senhas para a população. Os atendimentos seguem, exclusivamente, com agendamento prévio.

No Vapt Vupt, estão sendo ofertados os serviços da Pefoce (primeira e segunda vias de RG), Cagece, Sesa, Sine, Etufor e SDSDH, além do cadastramento de visitantes de internos das unidades prisionais da Região Metropolitana. Também já retomaram a emissão de antecedentes criminais e do CPF.

Nessa segunda fase, as Casas do Cidadão atende das 8h às 15h30, e os Vapt vupt, das 8h às 17h. Nas Casa do Cidadão serão realizados cadastros da CTPS digital, seguro- desemprego e intermediação de mão de obra, pelo Sine-IDT; emissão da primeira via de CPF e atualização cadastral na Receita Federal, e emissão de primeira e segunda vias do RG e certidão de antecedentes criminais, pela Pefoce.

A unidade Vapt Vupt de Juazeiro do Norte não retornará os atendimentos, tendo em vista a necessidade de manutenção de medidas de isolamento social mais restritivas nos municípios da Região do Cariri.

Como medidas de enfrentamento ao Coronavírus, todos os usuários e prestadores de serviços devem adotar os procedimentos de contenção e controle previstos pelo Governo do Estado. Dessa forma, será obrigatório o uso de máscara de proteção; a higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel e a manutenção do distanciamento social de dois metros.

Fonte: JORNAL CAUCAIA

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Estudo preliminar aponta resultados animadores sobre vacina russa contra COVID-19.

Um grupo de pacientes que participou de um estudo preliminar com a vacina russa contra o coronavírus desenvolveu uma resposta imunológica sem efeitos colaterais graves, de acordo com pubicação da revista científica The Lancet nesta sexta-feira (4).

Esses resultados não provam, contudo, que a vacina, batizada de Sputnik V, protege efetivamente contra a infecção por Covid-19, já que, segundo os cientistas que desenvolveram o antídoto, outros estudos de maior envergadura são necessários

Em 11 de agosto, as autoridades russas anunciaram que sua vacina entrava na terceira e última fase dos ensaios clínicos. Moscou disse, porém, que não esperaria os resultados deste estudo, do qual “milhares de pessoas participam”, porque sua intenção era homologá-la em setembro.

O anúncio foi recebido com ceticismo por muitos pesquisadores e por alguns países, como a Alemanha, que duvidaram de sua eficácia e segurança, principalmente pela falta de dados públicos sobre os testes realizados até o momento.

O presidente Vladimir Putin também afirmou que a vacina garantiu “imunidade de longa duração” contra o novo coronavírus.

Como funciona a vacina
A Sputnik V consiste em dois componentes diferentes, administrados em duas injeções com intervalo de três semanas, relata o estudo publicado na revista médica The Lancet.

É uma vacina de “vetor viral”: usa dois adenovírus humanos (uma família muito comum de vírus) transformados e adaptados para combater a covid-19.

A publicação se baseia em dois pequenos estudos, conduzidos com duas formulações diferentes da Sputnik V, entre 76 voluntários adultos saudáveis.

Ambos concluíram que nenhum dos dois componentes da vacina causou “efeitos indesejáveis graves” e que sua administração sucessiva “gera a produção de anticorpos”.

Eles foram realizados entre 18 de junho e 3 de agosto por pesquisadores dos ministérios russos da Saúde e da Defesa e financiados pelo primeiro.

Vacinas em teste

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 176 projetos de vacinas em andamento no mundo, com 34 em fase de ensaio clínico. Isso significa que já começaram a ser testados em humanos. Destes, oito estão na fase três, os mais avançados.

Fonte: JORNAL CAUCAIA

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INSS vai revisar 1,7 milhão de benefícios, incluindo aposentadorias, pensões e auxílios.

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) vai revisar 1,7 milhão de benefícios previdenciários, incluindo aposentadorias, pensões e auxílios. Os comunicados serão enviados por meio de carta e também estarão disponíveis no aplicativo dos Correios.

O pente-fino nos benefícios tem como base o artigo 69 da lei 8.212/1991, atualizada pela lei 13.846/2019, que permite ao instituto manter “programa permanente de revisão da concessão e da manutenção dos benefícios por ele administrados, a fim de apurar irregularidades ou erros materiais”.

Segundo instituto, quem for notificado terá prazo de 60 dias para apresentar documentos que comprovem o direito à renda previdenciária. Os segurados serão chamados para realizar o procedimento conhecido como “cumprimento de exigência”. O envio da documentação deve ser feito pela plataforma Meu INSS, na internet ou por meio do aplicativo. Quem não cumprir a exigência terá o benefício bloqueado.

Ao acessar o sistema, o usuário deve escolher o serviço “Atualização de dados de benefício”. Será necessário anexar os seguintes documentos do titular, procurador ou representante legal: CPF, RG, certidão de nascimento ou casamento, título de eleitor e carteira de trabalho.

O segurado que não conseguir enviar os documentos pela Internet deverá fazer o agendamento para fazer a entrega pessoalmente em uma das agências do INSS. Para agendar, é necessário ligar para o telefone 135 e escolher a opção “Entrega de documentos por convocação”. Atualmente, com as agência fechadas, há urnas nas quais o beneficiário consegue deixar cópia da
documentação, em um sistema chamado de drive-thru pelo INSS.

Lei

Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), afirma que as revisões são motivadas pela lei 13.846, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em junho do ano passado.

O texto, originado pela MP (medida provisória) 871/2019, instituiu o Programa Especial para Análise de Benefícios com Indícios de Irregularidade, que tem duração até dezembro deste ano, podendo ser prorrogado até 2022.

Adriane orienta os segurados para que verifiquem se seus benefícios passarão pela revisão. “Também é importante manter os dados atualizados, como o endereço correto, para que se possa receber os informativos enviados pelo INSS”, diz a especialista.

O advogado Roberto de Carvalho dos Santos, presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), adverte que o INSS só pode fazer revisão nos benefícios concedidos há menos de dez anos. Se passar deste prazo, a revisão só pode ser feita se houver suspeita de fraudes.

Judicialização

Para Santos, o prazo de 60 dias dado pelo INSS para que o segurado apresente documentações que comprovem a regularidade de seu benefício é insuficiente, principalmente em meio à pandemia da Covid-19. Na opinião dele, isso pode fazer com que parte dos casos seja levada à Justiça.

Ele afirma que, caso o beneficiário não consiga ter acesso aos documentos solicitados em 60 dias, deve apresentar as justificativas pelo Meu INSS. “Porém, pela minha experiência, esse pedido de prorrogação do prazo não vai ser acolhido”, diz Santos.

Em casos como esse, se a situação estiver muito complicada, às vezes é mais fácil judicializar o processo, ou seja, entrar com um mandado de segurança para sustar a exigência, tendo em vista que não se mostra possível conseguir a documentação neste momento excepcional de calamidade pública”, diz Santos.

O especialista também sugere que o segurado notificado sobre o procedimento de revisão busque um advogado na tentativa de não ter o benefício cortado.

Fonte: JORNAL CAUCAIA

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Mulheres têm resposta imunológica mais eficiente à COVID-19, aponta estudo.

Esta é a principal conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e publicada na quarta-feira, 26, na revista científica Nature, uma das mais conceituadas do mundo.

Mulheres têm uma resposta imunológica mais eficiente ao novo coronavírus do que os homens. Esta é a principal conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e publicada na quarta-feira, 26, na revista científica Nature, uma das mais conceituadas do mundo.
Conduzida por cientistas de vários países, inclusive brasileiros, o estudo analisou 98 pacientes (47 homens e 51 mulheres), com média de 60 anos, e identificou que elas desenvolveram uma resposta mais eficiente das células T, aquelas que estimulam a produção de anticorpos ou destroem diretamente as células infectadas pelos vírus, entre eles, o Sars-CoV-2, impedindo a propagação da infecção. Com isso, as mulheres desenvolvem menor número de casos graves de covid.
“Os homens desenvolvem mais respostas inflamatórias de citocinas do que as mulheres no início da covid-19. Além disso, elas apresentam melhor imunidade às células T do que os homens”, afirmou a imunologista Akiko Iwasaki, líder da pesquisa da Universidade de Yale ao Estadão.
As respostas inflamatórias envolvem reações do sistema imunológico que causam o que é conhecido como “tempestade de citocinas” no corpo. Grosso modo, as citocinas são proteínas que estimulam o sistema imunológico. No estudo, os cientistas perceberam que elas estavam elevadas em todos os pacientes com covid-19 em relação a quem não tinha a doença (grupo controle). “E os homens tiveram mais citocinas do que as mulheres”, disse Akiko.
Os pesquisadores alertaram que o quadro grave de uma doença não está relacionado apenas ao funcionamento do sistema de defesa do corpo. Existem diferenças hormonais e comportamentais que podem ser associadas aos quadros mais graves. A pesquisa procura caracterizar apenas a resposta imune de homens e mulheres. O estudo também não ofereceu uma razão para essas diferenças.

Mesmo assim, o estudo oferece uma contribuição importante para um cenário que intriga os cientistas desde o início da pandemia: os homens mais velhos, acima de 60 anos, têm maior risco de adoecer e morrer do que as mulheres da mesma idade. Isso se reflete nas estatísticas. Os homens representam 60% das mortes por covid-19 no mundo. No Estado de São Paulo, o último boletim epidemiológico aponta que entre as vítimas estão 16.836 homens e 12.358 mulheres.
Embora investigue um grupo relativamente pequeno, na opinião do virologista Paulo Eduardo Brandão, o estudo é importante ao apontar certo equilíbrio entre os sexos diante da pandemia. “Os homens têm uma resposta imune menor, mas as mulheres apresentam maior severidade de sintomas. O estudo é útil para nós pensarmos como espécie e não apenas como indivíduos. Surge daí um equilíbrio entre os sexos diante dos efeitos da doença”, avaliou.
Sistema imunológico
O desenvolvimento de respostas imunológicas mais rápidas e mais fortes entre as mulheres no combate ao coronavírus pode estar relacionado à proteção contra os patógenos para a gestação. Por outro lado, um sistema imunológico em alerta constante pode ser prejudicial. Muitas doenças autoimunes, caracterizadas por uma resposta imunológica desproporcional, são mais prevalentes em mulheres.
A eficiência da resposta feminina em relação à masculina prevalece mesmo em idades avançadas. Quanto mais velhos os homens, mais fracas são as respostas das células T.
As conclusões da pesquisa indicam que os homens, principalmente acima dos 60 anos, serão os mais beneficiados quando a vacina for descoberta. Em termos práticos, empresas e instituições que buscam o imunizante contra o coronavírus podem ter de considerar os dados por sexo na definição da dosagem da vacina, por exemplo.

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.

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Coçar os olhos pode desencadear doença séria, principalmente, entre os 10 e 25 anos de idade.

Enfermidade hereditária atinge população mais jovem e pode se agravar com hábitos como coçar os olhos

Coçar os olhos, um ato aparentemente inofensivo e comum para muitos, pode trazer mais malefícios do que se possa imaginar. Um deles é o desencadeamento do ceratocone, doença que se apresenta como uma deformação da córnea. De caráter hereditário, a doença evolui lentamente e se manifesta, principalmente, entre os 10 e 25 anos de idade. A necessidade em atentar para os cuidados com a visão é crucial para preservar a saúde da visão e evitar maiores complicações.

A enfermidade é capaz de alterar a estrutura da córnea, que funciona como uma lente sobre a íris e a pupila, que projeta luz sobre a retina. O resultado? A visão fica irregular, como se estivesse embaçada, enquanto a projeção de imagens nítidas fica comprometida. O problema pode resultar até mesmo no desenvolvimento de astigmatismo irregular e miopia. “O ceratocone é uma doença de caráter hereditário, que evolui lentamente e se manifesta, principalmente, entre os 10 e 25 anos de idade. Contudo, pode progredir até os 40 anos ou estabilizar conforme o passar do tempo”, relata a oftalmologista Renata Vasconcelos.

Conforme destaca a especialista, os sintomas podem ser diferenciar entre os dois olhos e, mesmo com óculos, a pessoa corre o risco de ter problemas ao enxergar. Além disso, a pessoa acometida pela doença pode ter o comprometimento da visão noturna, sensibilidade à luz e visão dupla.

O tratamento vai desde a utilização de óculos ao transplante de córneas. Os procedimentos disponíveis incluem intervenção para fortalecimento de moléculas de colágeno da córnea a anéis intracorneais voltados à regularização da curvatura da córnea.

Fonte: Jornal Caucaia